Um amigo olha para uma cascata que cai junto ao mar, na costa verde da Madeira
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A NOSSA PRIMEIRA VIAGEM DE INVERNO

Madeira

Não foi bem como tínhamos planeado.

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CADERNO 02 / NAVIGO CROSS

Quinze pessoas. Três carros. E uma tempestade à nossa espera.

Tínhamos cinco dias pela Madeira com o grupo todo. Quatro noites a acampar, uma num hotel, carros alugados e vontade de conhecer a ilha. Quando marcámos, não sabíamos que íamos chegar ao mesmo tempo que uma tempestade.

Muita coisa não correu como planeado. Mudámos de sítio para dormir, de planos e até de aeroporto. Mas é difícil imaginar esta viagem sem essas histórias.

pessoas
15
dias de viagem
7
01 / AINDA NEM TÍNHAMOS CHEGADO

Saímos às oito. Chegar foi outra história.

O primeiro avião tentou aterrar três vezes na Madeira. Não deu. Voltámos em direção a Lisboa, mas o nevoeiro também não nos deixou aterrar lá. Acabámos em Faro, onde esperámos uma hora e meia antes de regressar a Lisboa.

Por volta das quatro da tarde, lá fomos outra vez. Mais duas tentativas falhadas na Madeira. Já estávamos a perder a esperança quando, finalmente, aterramos. O avião inteiro bateu palmas.

  1. 08HLisboaO primeiro voo
  2. 3 TENTATIVASMadeiraNão conseguimos aterrar
  3. 1H30FaroLisboa também tinha nevoeiro
  4. ~16HLisboaVamos tentar outra vez
  5. FINALMENTEMadeiraPalmas no avião inteiro
ERA ISTO QUE NOS ESPERAVA NA ILHA.
A LEONOR EXPLICA. AINDA DENTRO DO AVIÃO.
JÁ ESTAMOS NO CHÃO. AGORA SIM.
02 / E NÓS ÍAMOS ACAMPAR

Montámos a tenda. A água entrou por baixo.

Fomos à Decathlon comprar uma tenda grande e começámos a subir. Quanto mais subíamos, pior ficava o tempo. Montá-la à noite, com aquela ventania e os avisos de mau tempo a chegar aos telemóveis, já foi uma aventura.

Ainda estivemos todos lá dentro. Depois a água começou a passar por baixo e o frio apertou. Quase toda a gente acabou nos carros. A Xixica e o Thisba ficaram na tenda até de manhã, encharcados.

O dia seguinte começou na lavandaria, a secar a roupa, enquanto esperávamos num café. As outras noites de campismo passaram a ser na pousada da juventude.

ANTES DE ACABARMOS QUASE TODOS NOS CARROS
À NOITE. COM VENTO. LÁ CONSEGUIMOS MONTÁ-LA.
DE MANHÃ, A TENDA ESTAVA ASSIM.
03 / A VIAGEM NÃO FICOU PELA TEMPESTADE

Praias, picos, trilhos. E poncha.

Nos três carros, fomos conhecendo a ilha. Praias, cascatas, picos e trilhos. Estava sol, começava a chover, parava outra vez. Nunca sabíamos muito bem como ia estar o tempo no sítio seguinte.

Houve poncha, saídas à noite e uma noite num hotel. E, nessa noite, o Afonso e o Thisba arranjaram maneira de pôr o Gustavo na piscina.

NEM TODAS AS PARAGENS ERAM SÓ PARA VER A VISTA
ENTRE A CHUVA, TAMBÉM HOUVE DESTES MOMENTOS
MESMO QUANDO QUASE NÃO SE VIA A PAISAGEM
A FAMOSA PONCHA DA MADEIRA
A NOITE DO HOTEL TAMBÉM DEU UMA HISTÓRIA
04 / SEXTA-FEIRA NÃO FOI O FIM PARA TODOS

Ficámos os rapazes. E chegou mais um.

O grupo foi embora na sexta-feira. Alguns de nós ficámos para o fim de semana e juntou-se um amigo que não tinha conseguido vir antes. A viagem mudou outra vez.

Para poupar, dormimos no carro. No Pico do Areeiro, estacionámos com a frente virada para cima, para ficarmos mais inclinados para trás nos bancos. De dia, metemo-nos nos percursos mais complicados da viagem.

O QUARTO DO FIM DE SEMANA
NESTE TROÇO, ERA PRECISO BAIXAR A CABEÇA
05 / ESTE FICOU MESMO MARCADO

Quatro horas à chuva. Até àquela cascata.

Decidimos fazer um trilho que nos levou a subir um rio, pelas rochas, com chuva o tempo todo. Estava escorregadio, caímos várias vezes e houve uma canela a sangrar. Não foi um passeio fácil.

Demorou, mas chegámos. A cascata era incrível. Mesmo com o frio e a chuva, tirámos a roupa e fomos dar um mergulho. Depois ainda havia o caminho de volta. Mas aquele momento, depois de tudo o que tínhamos andado, ficou connosco.

O CAMINHO TODO. E A CASCATA LÁ NO FIM.
A NOSSA PRIMEIRA VIAGEM DE INVERNO

Ainda hoje contamos estas histórias.

Não ficámos quatro noites a acampar. Não chegámos à hora que tínhamos previsto. Voltámos com a roupa molhada e muito para contar. A Madeira foi assim, e foi por isso que ficou tão marcada.

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