Islândia
Cinco dias por aqui.
Parecia longe. Até começarmos a planear.
A Islândia era um destino de sonho para muitos de nós. Daqueles que parecem ficar sempre para um dia. Começámos a fazer contas, a ver voos, carros e sítios onde dormir. Afinal, dava.
Juntámos catorze pessoas. Aterrámos em Reykjavík e passámos cinco dias a explorar o sul da ilha. Esperávamos muita neve. Encontrámos menos do que queríamos, mas quase sempre céu limpo. Para quem tinha cerca de oitocentos quilómetros pela frente, soube bem.
- pessoas
- 14
- dias de viagem
- 5
- quilómetros de carro
- 800
Às duas da tarde, parecia fim de dia.
O sol ficava baixo, a luz durava e nós íamos parando. Cascatas atrás de cascatas, montanhas, estradas por onde apetecia continuar. Houve muitas vezes em que parecia que estávamos noutro planeta.
Esta foi uma viagem mais de ver do que de fazer. Mas, com este grupo, mesmo uma paragem para ver uma cascata acabava assim.
Foi preciso subir uma montanha.
Cá em baixo, nada. Lá em cima, finalmente, neve. Fizemos um boneco, deslizámos pela encosta e ficámos por ali a aproveitar aquilo que tínhamos vindo procurar.
Também encontrámos um lago congelado. A paragem demorou. Entre deslizes e macacadas, até houve um jogo de futebol em cima do gelo.
A resposta também estava no supermercado.
A comida não foi o ponto forte desta viagem. A Islândia era cara e nós queríamos conseguir ir. Por isso, muitas refeições vieram do supermercado: o mais barato possível, o que desse para desenrascar.
Quando nos perguntaram como tínhamos conseguido pagar a viagem, fizemos este vídeo. Explica bastante bem.
À uma, às duas da manhã. Ainda cá fora.
Ficámos duas noites em dois apartamentos no meio do nada. Nas duas noites saímos à procura das auroras. Esperávamos pelos picos, mesmo quando já era uma ou duas da manhã.
Conseguimos vê-las. Fraquinhas, mas conseguimos. E dentro do apartamento também havia coisas para ver.
É assim que os nossos amigos turistam.
Trouxemos fotografias de paisagens incríveis. E vídeos destes. Fazem todos parte da mesma viagem.
Cinco dias longe de tudo. Mais perto uns dos outros.
Entre cascatas, neve e noites à procura de auroras, ficou mais uma viagem para contar juntos.
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